19.9.13

PROJETO A CASA SONOLENTA

PROJETO A CASA SONOLENTA

Resumo
A história da Casa Sonolenta é excelente para a organização de um trabalho interdisciplinar que privilegie a construção de conceitos básicos. A abordagem interdisciplinar evidencia-se na produção artística, no trabalho com dobraduras, na construção de frases e textos e na representação gráfica da quantidade visando à apropriação da linguagem dos signos matemáticos e das operações. 

Palavras-chave:

Abordagem Interdisciplinar.

Construção de Conceitos Infantil.

O livro “A Casa Sonolenta” foi escrito por Audrey Wood e possui ilustrações de Don Wood, pertence à coleção Abracadabra, produzido pela Editora Ática. Trata-se de uma narrativa versificada, com caráter descritivo, sendo um bom exemplo de como a sequência é fundamental para o estabelecimento da coerência textual.
            A acessibilidade à leitura e ao livro impresso, imprimiu ao ilustrador, ou à ilustração um papel importante na Literatura Infantil. A ilustração pode proporcionar a mediação entre o mundo letrado e o mundo visual, visto que o público-alvo do livro é o infantil, é inegável que sua leitura passa pela instância do olhar. Dessa forma, na literatura infantil a ilustração passa a ser uma linguagem de acesso rápido que ajuda o leitor em processo a interagir com a palavra. No livro “A Casa Sonolenta” as duas linguagens, visual e não visual compartilham o mesmo suporte de forma que facilita a leitura e cria redes mentais interpretativas, dando-lhe um todo:

“A ilustração convive e faz parte do contexto da história da arte. Ela é um objeto de reprodução e está inserida em uma indústria cultural. Inter-relaciona-se com outras linguagens, transita em um espaço multifacetado. Dialoga com o verbal, mas pode utilizar recursos advindos do cinema, da pintura, dos quadrinhos. Pertence a um período em que diferentes manifestações artísticas interagem, se interpenetram. Não há, ou não deveria ter, mais a divisão preconceituosa em arte maior e menor, nem a divisão rígida de categorias artísticas. Picasso, Matisse ou Miró pintam, produzem cartazes, criam cenários”. (Mokarzel, 1998).






























A Casa Sonolenta 
"Era uma vez uma casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma cama, uma cama aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Nessa casa tinha uma avó, uma avó roncando, numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima dessa avó tinha um menino, um menino sonhando, em cima
de uma avó roncando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse menino tinha um cachorro, um cachorro cochilando,
em cima de um menino sonhando, em cima de uma avó roncando,
numa casa aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse cachorro, tinha um gato. Um gato ressonando, em cima do
um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando, em cima de
uma avó rocando, numa casa aconchegante, numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha um rato, um rato dormitando, em cima de
um gato ressonando, em cima do um cachorro cochilando, em cima
de um menino sonhando, em cima de uma avó rocando, numa casa
aconchegante, numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato tinha uma pulga....
Seria possível?
Uma pulga acordada, em cima de um rato dormitando, um gato ressonando,
em cima do um cachorro cochilando, em cima de um menino sonhando,
em cima de uma avó rocando, numa casa aconchegante,
numa casa sonolenta, onde todos viviam dormindo.
Uma pulga acordada que picou o rato, que assustou o gato,
que arranhou o cachorro, que caiu sobre o menino, quem deu
um susto na avó, que quebrou a cama, numa casa sonolenta,
onde ninguém mais estava dormindo. 
Conteúdo:
Linguagem oral, leitura e escrita
Interpretação oral e escrita
Produção textual
Dramatização

Objetivos:
- Conhecer o livro: A casa sonolenta;
- Criar o hábito de escutar histórias;
- Enriquecer o imaginário infantil;
- Favorecer o contato com textos de qualidade literária; 
- Valorizar o livro como fonte de entretenimento e conhecimento;
- Ordenar as ilustrações da história;
- Listar o nome dos personagens;
- Escrever o nome dos personagens;
- Favorecer a compreensão e a memorização do texto pelos alunos, permitindo uma leitura autônoma;

Desenvolvimento:
Com as propostas de escrita e interpretação, tanto orais como escritas, abordamos as questões de linguagem.
Além disso, exploramos nos jogos a reciprocidade da vida em grupo, a construção das regras e todas as relações já citadas.
Nos relatórios, a abordagem interdisciplinar se evidência na produção artística, dobraduras, escrita espontânea de palavras, frases e textos e a representação gráfica da quantidade visando à apropriação da linguagem dos signos matemáticos e das operações.
Apresentamos o mapa conceitual evidenciando as relações entre os diversos conceitos:
- desmontar o texto em parágrafos e os alunos, individualmente ou em duplas, devem remontar;
- numerar o texto e sortear os números. Cada aluno deve ler o parágrafo que está relacionado ao seu número (atenção e seriação).
- trazer o texto desmontado para que cada aluno leia um dos parágrafos a fim de desenhá-lo. Após, o grupo remonta o texto baseado na escrita e nos desenhos.
- Montar com dobradura a casa sonolenta. Colar tirinhas enroladas de papel crepom dentro da casa, as quais representarão as personagens, e desenhar a cama aconchegante onde todos estavam dormindo. Podem escrever o texto, colocar o nome das personagens. (noções espaciais, de ordem e de série, tamanho, noções dentro/fora, em cima embaixo, etc).
A casa sonolenta (História com acumulação)
De Audrey Wood, ilustrado por Don Wood.
São Paulo: Editora Ática, 2005.

Essa história começa num dia chuvoso em uma casa onde todos dormem na mesma cama. A avó dorme, vem um menino e se deita em cima dela e todos os personagens que aparecem dormem um em cima do outro, até surgir uma pulga, que inverte a ação repetitiva dos personagens. Na ordem contrária em que aparecem na história, os personagens são acordados pela pulga. No fim, não chove mais, e, como nos contos de fada, há um lindo arco-íris iluminando a casa sonolenta, quando todos acordaram.
A ilustração reforça a história, porque o espaço da narrativa não muda: todos dormem no mesmo quarto, na mesma cama; os personagens vão se amontoando na cama para dormir. A diagramação do texto enfatiza essa ideia, pois as frases que se repetem e se acumulam também são representadas graficamente desta forma: as linhas aumentam em quantidade, fazendo com que o texto seja maior conforme as pessoas e os bichos se acumulam na cama. A história é contada em versos. Quando a narrativa é invertida, o quarto azul chuvoso e sonolento começa a ser invadido pelo sol, as cores aparecem, os personagens vão saindo da cama e os versos não se acumulam mais no texto, pois já não mantêm uma estrutura repetitiva. Nesse momento da história, narra-se somente o acontecimento indicado na ilustração da página.

A casa sonolenta
Era uma vez
uma casa sonolenta
onde todos viviam dormindo
Nessa casa
tinha uma cama
uma cama aconchegante,
numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Nessa cama
tinha uma avó,
uma avó roncando,
numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima dessa avó
tinha um menino,
um menino sonhando,
em cima de uma avó roncando,
numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse menino
tinha um cachorro,
um cachorro cochilando,
em cima de um menino sonhando,
em cima de uma avó roncando,
numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse cachorro tinha um gato
um gato ressonando,
em cima de um cachorro cochilando,
em cima de um menino sonhando,
em cima de uma avó roncando,
numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
Em cima desse gato
tinha um rato,
um rato dormitando,
em cima de um gato ressonando,
em cima de um cachorro cochilando,
em cima de um menino sonhando,
em cima de uma avó roncando,
numa cama aconchegante,
numa casa sonolenta,
onde todos viviam dormindo.
E em cima desse rato
tinha uma pulga...
Será possível?
Um pulga acordada,
que picou o rato,
que assustou o gato,
que arranhou o cachorro,
que caiu sobre o menino,
que deu um susto na avó,
que quebrou a cama,
numa casa sonolenta,
onde ninguém mais estava dormindo.
Autor: Audrey Wood
 localizar o texto de cada tira na história, ordenando-as:



UMA AVÓ RONCANDO


UM MENINO SONHANDO


UM CACHORRO COCHILANDO


UM GATO RESSONANDO


UM RATO DORMITANDO


UMA PULGA ACORDADA


ESCREVA OS NOMES PELA ORDEM DA HISTÓRIA:



PINTE DA MESMA COR AS LETRAS QUE FORMAM OS NOMES DE CADA PERSONAGEM, RECORTE E COLE:

MONTE OS PERSONAGEM COM TANGRAM E RECRIE A HISTÓRIA DA CASA SONOLENTA:



 

Figura 1 – página do Livro A Casa Sonolenta

            Na primeira página, surge a casa, limpa, bonita, florida, janelas com vidros fechados e persianas abertas, cores frias, portão aberto, uma chuva torrencial e é de dia. Cara de dia preguiçoso, bom de dormir... e dentro da casa, o livro apresenta um único ambiente o quarto, no qual todas as personagens dormem, a  avó, o menino, o cachorro, o gato e o rato, mas eis que surge alguém acordado... quem? Uma pulga que ao picar o rato, desencadeia uma série de acontecimentos fazendo com que todos acordem.

Será possível?
Um pulga acordada,
que picou o rato,
que assustou o gato,
que arranhou o cachorro,
que caiu sobre o menino,
que deu um susto na avó,
que quebrou a cama,
numa casa sonolenta,
onde ninguém mais estava dormindo.









2 comentários:

  1. Olá, bom dia!

    Parabéns por seu trabalho!
    Já sou aposentada há 1 ano , porém, de vez em quando me chamam para eu apresentar o rico trabalho que se desenvolve com uma história e o seu contar. Além do projeto que desenvolvi, gosto de pesquisar aqui pela internet e hoje, me deparei com o seu sobre esse livro maravilhoso de A Casa Sonolenta.
    Espero não se importar, pois além de passar os meus conhecimentos, gosto de apresentar outras formas de se trabalhar uma história e dar os nomes dos autores dos projetos/trabalhos. O seu é magnífico!
    Estarei participando de uma Semana Pedagógica na Faculdade UNIP Tatuapé, dia 02 de junho pela manhã e noite e falarei exatamente sobre esse tema "A importância da história para a aprendizagem da criança", onde tenho por objetivo mostrar que a "história" está no livro e o "contar" está em quem vai explorá-la! Dessa forma, gosto de apresentar a historia de maneira interativa, onde os ouvintes transformam-se nos personagens da história.
    Um grande abraço e mais uma vez, parabéns!!

    Maria do Carmo Zampaghioni (Malu)

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  2. Eu quem agradeço!
    beijos

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Adoro ler seu comentário! Beijos!

Eu sou Lúcia Martinelli

Minha foto

Eu sou Lúcia Martinelli, nasci em 28.06. Sou filha de Cândido Martinelli e Maria Grando, estudei em Passo Fundo RS, nas escolas Alfredo Pujol, Notre Dame, Joaquim Fagundes dos Reis e Cursei o 2º grau no Colégio Bom Conselho e o ensino superior na Universidade de Passo Fundo e fiz Pós –Graduação em Alfabetização Construtivista na UPF com o GEEMPA e conclui 1989. Hoje moro em Balneário Camboriú e estou fazendo todas as leituras que gostaria de ter feito e não tinha tempo para faze-las. Estou amando!

 

Trabalhei na Faculdade de Odontologia da UPF e fui secretária e auxiliar odontológico.

Exerci a função do magistério na rede particular de ensino, no Colégio Notre Dame por onde me aposentei e na rede municipal nas escolas Vidal Colussi, Fundação Educacional do Menor, UPF em Assessoramento Construtivista, Notre Dame Municipal e Antonino Xavier, onde me aposentei. Aleluia!!!

Trabalhei em turmas pela ordem dos acontecimentos: multiseriada (de pré a 4ª série) todos na mesma sala, Jardim, Pré, 1ª série, 2ª série, 2º ano, 3ª série, 4ª série, 5ª série e 1º ano do 2º grau.

Sou professora por opção porque adoro o ato de ensinar e aprender, o convivio com as crianças sentir a mundança e o crescimento acontecendo no dia a dia, ser o elo mediador entre aluno e conhecimento desafiando e apoiando para que o processo de aprendizagem aconteça o mais rápido possível. A experiência da alfabetização é algo indiscritível, só experimentando para saber a delicia da magia que é “o ver acontecer”.

 

A educação é um processo contínuo que toma o homem sobre sua responsabilidade desde a infância até a morte.

PROFESSORA LUCIA MARTINELLI

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ATIVIDADES E PROJETOS