19.6.09

Festa Junina

ORAÇÃO DOS NAMORADOS
Grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos namorados,olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos.Faze que eu seja realista, confiante, digno(a) e alegre.Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a doiscom a vocação sagrada para formar uma família.Que meu namoro seja feliz e meu amor sem medidas. Que todos os namorados busquem a mútua compreensão,a comunhão de vida e o crescimento na fé.

Assim surgiu a Festa de São João Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista. Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:- Como poderei saber do nascimento do garoto?- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele. Santa Isabel cumpriu a promessa. Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc… E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João. Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar. Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai. A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer. No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse. Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer: - João! Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar. Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados. Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha… Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.

BRINCADEIRAS DE FESTA JUNINA
CORRIDA DE SAPATOS
Formam-se duas equipes, que são dispostas em fileira. Uma cadeira ou bandeirinha separa um time do outro. Os jogadores tiram os sapatos, que são recolhidos, embaralhados e enfileirados a uma distância de uns dez metros.
Dá-se o sinal de início, e os jogadores devem sair pulando com o pé esquerdo, até encontrarem seus dois pés de sapato, calçando-os seguida. Feito isso, voltam ao ponto de partida, pulando com o pé direito. Os jogadores que calçarem sapatos trocados, ou não o calçarem direito, serão desclafissicados.
Cada jogador que retornar à linha de partida, e não for desclassificado, marcará um ponto para a equipe. Ganhará a equipe que marcar o maior número de pontos.
CARRINHO DE MÃO
Traçam-se duas linhas paralelas a uma distância de cinco metros uma da outra: a linha de partida e a linha de chegada. Os jogadores formam duas fileiras, uma atrás da outra.
A um primeiro sinal, os jogadores que estiverem na fileira da frente apóiam as mãos no solo, estendendo ao mesmo tempo as pernas para trás. Os jogadores da retaguarda elevam as pernas dos companheiros, ficando entre elas e segurando-as à altura do joelho. A um segundo sinal, os jogadores correm em direção à linha de chegada.
Os jogadores que caírem durante a corrida serão desclassificados. Ganhará a dupla que alcançar primeiro a linha de chegada.
MAÇÃ NA TINA DE ÁGUA
Pega-se uma tina ou bacia de boca larga, coloca-se sobre uma superfície à altura da cintura, e enche-se de água. Colocam-se dentro algumas maçãs, para que fiquem boiando. Os jogadores precisam então, morder uma das maçãs sem a ajuda das mãos, que devem ser mantidas às costas. Quem conseguir morder a maçã ganha uma prenda.
DANÇA DA LARANJA
Formam-se os pares para a dança. Coloca-se uma laranja apoiada entre as testas dos dois integrantes de cada par. Ao começar a música, os pares devem dançar procurando ao mesmo tempo evitar que a laranja caia. É proibido usar as mãos para manter o equilíbrio. Se a laranja cair no chão, a dupla é desclassificada. A música deve prosseguir até que só reste um par com a laranja.
Brincadeiras para Festa Junina Edição e Pesquisa de Lenise Resende
Boliche (1): Os pinos são feitos com latas vazias de refrigerante ou de batatas fritas, encapadas com papel colorido. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 2 metros de distância. A bola deve arrastar no chão até atingir os pinos. Cada participante pode fazer três tentativas. O coordenador anota o número de pinos derrubados em cada tentativa. Vence quem derrubar mais pinos.


Boliche (2): Os pinos são feitos com latas vazias encapadas com papel colorido e numeradas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 2 metros de distância. A bola deve arrastar no chão até atingir os pinos. Cada participante joga uma única vez. O coordenador anota o número de pontos, somando os números dos pinos derrubados. Vence quem fizer mais pontos.

Caça ao objeto: Faz-se uma lista de objetos fáceis de serem encontrados no local onde a festa será realizada. Reúne-se os participantes para avisá-los do tempo disponível e o nome do objeto que devem procurar. Ao sinal de um apito todos correm para procurá-lo. Ao sinal de outro apito devem retornar pois é o aviso de que o tempo terminou ou o objeto já foi achado. O primeiro que retornar com o objeto pedido é o vencedor. Se o objeto não for encontrado, pede-se o seguinte da lista.

Cadeia: Escolhe-se um local isolado ou cercado por cadeiras, para ser a cadeia. Nomeia-se (ou sorteia-se) um delegado e seus ajudantes. O preso vai até a cadeia e, paga uma prenda (mostra uma habilidade), para ser solto, que pode ser: cantar, recitar, dançar, fazer uma imitação, etc. Se houver um palco com microfone, a cadeia pode ser colocada num canto dele. E a prenda, ao ser paga diante do microfone, será vista por todos da festa.

Corrida do milho: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho. Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos pares - um deles segura uma colher e o outro um copo descartável. Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia. Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada. Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura. Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.

Corrida do ovo na colher: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.

Corrida do Saci ou Corrida dos sapatos: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são levados para trás da outra linha, onde são misturados. Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.

Corrida do saco: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve colocar as pernas dentro de um saco grande de pano e segurá-lo com ambas as mãos na altura da cintura. Dado o sinal, saem pulando com os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada. Nota: Para substituir o saco de pano pelo de plástico (grosso) de lixo, que é mais escorregadio, é preciso testar o local da corrida com antecedência.

Corrida dos pés amarrados: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Os participantes são reunidos em duplas. Com uma fita, o tornozelo direito de um é amarrado ao tornozelo esquerdo de seu par. Dado o sinal, as duplas participantes devem correr até a chegada. Vence a dupla que chegar primeiro.

Dança da laranja: Formam-se alguns casais para a dança. Uma laranja é colocada entre as testas de cada par. Os casais devem dançar, sem tocar na laranja com as mãos. Se a laranja cair no chão, o casal é desclassificado. A música prossegue até que fique só um casal.

Dança das cadeiras: Forma-se um círculo com tantas cadeiras quantos forem os participantes menos uma. Os assentos ficam voltados para fora. Coloca-se música e todos dançam em volta das cadeiras. Quando a música parar, cada um deve sentar numa cadeira. Um participante vai sobrar e sair da brincadeira. Tira-se uma cadeira e a dança recomeça. Vence quem conseguir sentar-se na última cadeira.

Derruba latas (1): Sobre uma mesa, coloca-se latas vazias de refrigerante. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe três bolinhas, para fazer três tentativas. O coordenador anota o número de latas derrubadas em cada tentativa. Vence quem derrubar mais latas.

Derruba latas (2): Sobre uma mesa, coloca-se latas vazias, encapadas com papel colorido e numeradas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante joga uma única vez. O coordenador anota o número de pontos, somando os números das latas derrubadas. Vence quem fizer mais pontos.

Jogo das argolas: Enche-se com água garrafas de refrigerante (plásticas e grandes) e aperta-se bem as tampas. Arruma-se as garrafas no chão com pelo menos um palmo de distância entre elas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe cinco argolas (ou pulseiras), para fazer cinco tentativas. Vence quem acertar mais argolas nos gargalos das garrafas.

Jogo do bicho ou Rabo do burro: Desenhe um animal de costas ou de lado numa cartolina e prenda numa parede. Cada participante deve receber uma etiqueta autocolante grande (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar o rabo do animal. Quem colocar o rabo mais próximo do local correto é o vencedor.

Jogo do bigode: Desenhe numa cartolina um rosto masculino e prenda numa parede. Cada participante deve receber, em cada mão, uma etiqueta autocolante de tamanho médio (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar os dois lados do bigode. Quem colocar o bigode mais próximo do local correto é o vencedor.

Pesca da maçã: Sobre uma mesa, coloca-se uma bacia com água* e maçãs boiando. Cada participante deve colocar as mãos nas costas e inclinar-se sobre a bacia e morder uma maçã. Quem conseguir ganha um brinde. (*De preferência, usar água filtrada)

Pescaria (1): Recorte muitos peixes em cartolina colorida. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe quando aberto tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Vence quem pescar mais peixes.

Pescaria (2): Recorte peixes em cartolina e numere-os. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe quando aberto tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Ganha um brinde quem pescar o peixe com o número de maior valor.

Correio-elegante: É o serviço de entrega de bilhetes durante a festa. Quando não estiver entregando bilhetes, o entregador passeia pela festa, oferecendo o serviço de correio. A mensagem é escrita num cartão ou papel colorido. Se a festa for grande, o correio pode ficar numa mesa, onde os cartões são escritos por uma pessoa e entregues por outra. Para facilitar, pode-se levar alguns cartões prontos, com quadrinhas amorosas ou engraçadas.
Exemplos de correio elegante:
"Se jogares fora esta carta, me amas. / Se rasgares, me adoras. / Se guardares, por mim choras. / Se queimares, comigo queres casar."
"Quando cheguei nessa festa / Senti cheiro de rosa. / Meu coração logo disse: / Aqui tem moça formosa!"
"Se eu tivesse certeza / que tu me tinhas amor / caía nesses teus braços / como o sereno na flor."
"Amor com amor se paga, / outra paga o amor não tem; / quem com amor nunca paga, / não diga que paga bem."
"Não sei se é fita ou se é fato, / não sei se é fato ou se é fita. / O fato é que ela me fita, / me fita mesmo de fato."
"As estrelas nascem no céu, / os peixes nascem no mar, / Eu nasci aqui neste mundo / somente para te amar!"
"Tudo que nasce no mundo / tem seu fim particular / tudo tem o seu destino / eu nasci para te amar!"
"Não tenho maior riqueza, / nem prenda para te dar, / só tenho meu coração / prontinho pra te amar."
"Já te dei meu coração / e a chave para o abrir, / nada mais preciso dar, / nem mais tens a me pedir."
"As vezes fico pensando / pensando não sei em quê / mas no fim do pensamento / eu só penso em você."
"Com A eu escrevo amor, / com A eu escrevo amizade, / com ( ... ) eu escrevo teu nome, / causa da minha saudade."
"Quem não sabe o meu nome / pergunte e indague bem. / Eu me chamo (...) / mas não conto a ninguém."
"De me ver sendo ingrata, / não se admire ninguém, / que um ingrato me ensinou / a ser ingrata também."
"O homem se espirrasse / toda vez que nos ilude / vivia o mundo ocupado / só em dizer: Saúde!"
Festinhas - Carlos Q. Telles
Pronto! Lá vem de novo as festas juninas!
Vão me vestir de mendigo, com uma roupa remendada,
Amassar o meu dedão numa bota apertada
E sujar a minha cara com bigode de carvão.
Que baita humilhação!
E, depois, vem o pior:
Vou ter que dançar a quadrilha abraçado com a Maria,
E rever minha vergonha em vídeo e fotografia!
Que destino apavorante é enfrentar cara a cara
Uma menina sardenta, com trancinhas de barbante!
Socorro, São Pedro!
Me acuda, Santo Antônio!
Me salva, São João!

Meu olho é um Planeta

Meu olho é um planeta – Ângela Carneiro
Meu olho pede em rios:
Salvemos o nosso planeta!
Que os grandes usem a caneta,
Assinem acordos de paz;
Que os pequenos façam sua parte,
Façam arte! Cuidem dos animais!
Que os estudiosos busquem soluções,
Que haja muita pesquisa, muitas ações.
Que haja escola, conscientização,
Que os nossos olhos se unam como um colar,
Pérolas de olhar brilhando ao redor da Terra.
Ar puro e carinho nascendo dessa união.









Planeta Quadrado


O PLANETA QUADRADO

As pessoas andavam para trás, tomando muito cuidado, pois a luz do sol era negra e os dias eram escuros como a nossa noite.
Em compensação a noite era muito clara, e todo mundo precisava de óculos escuros para dormir. Os fofoqueiros eram mudos, e os tímidos falavam fluentemente, fazendo belos discursos sobre a filosofia do silêncio.
Neste planeta chovia de baixo para cima, e as pessoas tinham que usar guarda-chuvas presos nos pés e pedacinhos de algodão no nariz para não se afogarem.
Mas bom mesmo é que os pensamentos podiam ser vistos e ouvidos, e assim as pessoas de lá não mentiam umas para as outras e por isso se davam muito bem.
Todo mundo fazia aniversário todos os dias. Ganhavam e davam muitos presentes, principalmente lanternas e óculos escuros.
Ali os animaizinhos escolhiam os seus donos de estimação, e eram muito bem tratados. Os rios eram muito limpos e as florestas permaneciam intocadas, cheias de árvores com as suas raízes voltadas para o céu.
Os velhinhos davam grandes shows de rock e as mães pediam para os filhinhos irem dormir tarde, enquanto os pais faziam tarefas escolares.

(Rogério Borges. O inventor de imaginações)

17.6.09


Curiosidades
São dados que talvez você não saiba, mas que não faz diferença alguma se vier a saber. Por exemplo: você sabia que se mantermos um pneu dentro de uma geladeira sua vida útil será o dobro?

A mão esquerda digita o 56% das palavras.
A pele dos tigres também é listrada.
As borboletas saboreiam com seus pés.
As mulheres piscam duas vezes mais que os homens.
Fevereiro de 1865 é o único mês registrado na história que não teve uma lua cheia.
Há mais galinhas no mundo que pessoas.
Leonardo da Vinci inventou as tesouras.
Na moeda de 10 centavos de dólar americano tem 118 sulcos ao redor da borda.
Nas notas de dois dólares canadenses, a bandeira esvoaçante sobre o edifício do parlamento é uma bandeira americana.
No cartão de visitas de Capone dizia que ele era vendedor de móveis usados
Nos últimos 4000 anos nenhum novo animal foi domesticado
O amendoim é um dos principais ingredientes da dinamite.
O caracol pode dormir por 3 anos.
O crocodilo não pode mostrar a língua
O gato tem 32 músculos em cada orelha
O navio de cruzeiro Queen Elizabeth 2, move-se meio metro por cada litro de diesel que consome.
O olho de um avestruz é maior que seu cérebro
O peixinho dourado tem uma memória de somente 3 segundos
O tubarão é o único peixe que pode piscar com os dois olhos
Os cães só têm, mais ou menos, 10 sons vocais.
Os gatos têm mais de 100 sons vocais.
Se a população de China caminhasse diante de você numa fila única, esta nunca teria fim devido à velocidade de reprodução neste país.
Se você mora numa grande metrópole, em toda sua vida, passará ao menos 6 meses esperando nos semáforos.
Uma libélula tem um expectativa de vida de 24 horas
Winston Churchill nasceu na toillete durante um baile.

O príncipe e a raposa
Então a raposa apareceu. ``Bom dia``, disse a raposa. ``Bom dia``, o Pequeno Príncipe respondeu educadamente. ``Quem é você? Você é tão bonita de se olhar. ``Eu sou uma raposa``, disse a raposa. ``Venha brincar comigo``, propôs o Pequeno Príncipe. ``Eu estou tão triste``. ``Eu não posso brincar com você``, a raposa disse. ``Eu não estou cativada``. ``O que significada isso – cativar?`` ``É uma coisa que as pessoas freqüentemente negligenciam``, disse a raposa. ``Significa estabelecer laços``. ``Sim`` disse a raposa. ``Para mim você é apenas um menininho e eu não tenho necessidade de você. E você por sua vez, não tem nenhuma necessidade de mim. Para você eu não sou nada mais do que uma raposa, mas se você me cativar então nós precisaremos um do outro``. A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse: ``Por favor cativa-me.`` ``O que eu devo fazer para cativar você?`` perguntou o Pequeno Príncipe. Você deve ser muito paciente``. Disse a raposa. ``Primeiro você vai sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são as fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim todo dia.`` Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa e depois chegou a hora da partida dele. ``Oh!`.disse a raposa. ``Eu vou chorar``. ``A culpa é sua``, disse o Pequeno Príncipe, ``mas você mesma quis que eu a cativasse``. ``Adeus``, disse o Pequeno Príncipe. ``Adeus``, disse a raposa. ``E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.`` (Saint-Exupéry)

Biografia Humana, Aline Kimura

A biografia é a história de vida construída por cada um de nós. Dentro da Antroposofia, o estudo de uma biografia é feito por meio de um trabalho biográfico – individual ou em grupo – em que são identificados elementos semelhantes na vida de todo ser humano em determinada fase e também são descobertos os elementos individuais ligados ao destino de cada um (EU). Para o estudo biográfico, a Antroposofia divide a vida em setênios – períodos de sete anos – observando o desenvolvimento de três aspectos interligados: físico (biológico), anímico (psíquico) e espiritual (EU). São eles:

Primeiro setênio (até os 7 anos) – Reestruturação do Corpo Físico: a criança desenvolve o andar, o falar e o pensar. Ocorrem passos que serão necessários para o desenvolvimento posterior. Tudo o que a criança aprende é por meio da imitação. Nessa fase, a criança necessita de alimentação e sono adequados e ritmo. Além de calor, confiança e amor. São muito comuns as doenças infantis nessa fase; elas aceleram o processo de eliminação da proteína materna, propiciando o renascimento de um novo corpo com a individualidade da criança. Por fim, ocorre a queda dos dentes de leite indicando que a criança já está apta para a alfabetização, podendo utilizar suas forças para o pensar imaginativo e para a memória.

Segundo setênio (dos 7 aos 14 anos) – Base para o amadurecimento psicológico: ocorre o desenvolvimento intenso da cabeça, do tórax (coração e pulmão) e alongamento dos membros. É uma fase de interiorização e também de troca com o ambiente (social), mas a criança necessita de um adulto (autoridade amada) para fazer essa ligação com o ambiente. A devoção e veneração são atitudes a serem cultivadas. A Arte e a Religião auxiliam no desenvolvimento dos sentimentos. Nessa fase, são fundamentados os hábitos e costumes que permanecerão na vida do individuo por muitos anos.

Terceiro Setênio (dos 14 aos 21 anos) – Fase do Amadurecimento Social. Ocorrem mudanças corporais, a passagem por um período de religiosidade, a preocupação com a futura profissão e um processo de diferenciação sexual. Há um conflito entre a imagem arquetípica ideal de ser humano (que o jovem busca em si mesmo ou nos outros – ídolos) e a imagem e os valores dados, até então, pelos pais, fazendo com que o jovem apresente crítica e revolta. Ele tem, agora, um pensar lógico, e seu aprendizado é feito por meio daquele que é verdadeiro. É interessante a vivência da filosofia, dos ideais e da responsabilidade.

Quarto Setênio (dos 21 aos 28 anos) – Fase da Alma Emotiva. O jovem torna-se independente, mas se sente inseguro com isso, apresentando altos e baixos emocionais. É uma fase de conquistas (posição na vida, trabalho, parceiro, formação de família, etc) e experimentação em nível anímico.

Quinto Setênio (dos 28 aos 35 anos) – Fase da Alma Racional. O indivíduo já possui muitas experiências e mostra segurança. É convidado a participar mais do meio social. Nessa fase há muita criatividade e ação. Há uma grande rentabilidade no trabalho, sendo caracterizado pela responsabilidade e seriedade. É importante desenvolver um espaço para as opiniões do outro. Os homens precisam desenvolver seu lado feminino, do afeto e sentimento – a força do sentir – e as mulheres devem buscar o desenvolvimento do seu lado masculino, da virilidade e racionalidade – a força do agir.

Sexto Setênio (dos 35 aos 42 anos) – Fase da Alma da Consciência. A manifestação do desgaste físico começa a aparecer e o rendimento no trabalho já não é tão expressivo. Há uma aceitação de si mesmo e também do outro, quando o indivíduo já está maduro psiquicamente. Os perigos nessa fase são provocados por uma possível rotina, ocasionando fugas, ou a tentativa de manter o mesmo desempenho profissional, trabalhando além do que o corpo físico é capaz de agüentar ou competindo com os mais jovens.

Os Dez Mandamentos da Aprendizagem

I.Partirás dos interesses e motivos;

II.Partirás dos conhecimentos prévios;

III.Dosarás a quantidade de informação nova;

IV.Farás com que condensem e automatizem os conhecimentos básicos;

V.Diversificarás as tarefas e aprendizagens;

VI.Planejarás situações de aprendizagem para sua recuperação;

VII.Organizarás e ligarás as aprendizagens umas às outras;

VIII.Promoverás a reflexão sobre os conhecimentos;

IX.Proporás tarefas abertas e incentivarás a cooperação;

X.Instruirás no planejamento e organização da própria aprendizagem de cada um.

A Tábua de Moisés para os Motoristas
1. Não matarás;
2. A estrada seja para ti um instrumento de comunhão entre as pessoas e não de dano moral;
3. Cortesia, correção e prudência te ajudam a superar os imprevistos;
4. Seja caridoso e ajude o próximo na necessidade, especialmente se for vítima de um acidente;
5. Que o automóvel não seja para ti expressão de poder e domínio e ocasião de pecado;
6. Convença com caridade os jovens e os que já não o são para que não dirijam sem condições de faze-lo;
7. Preste apoio às famílias das vítimas dos acidentes;
8. Reúna a vítima com um motorista agressor em um momento oportuno para que possam viver a experiência libertadora do perdão;
9. Na estrada, guie o mais fraco;10. Sinta-se responsável pelos demais.

16.6.09

Conte e encante...

O sanduiche da Maricota

Avelino Guedes
Galinha Maricota: preparou um sanduíche: pão, milho, quirera e ovo.
Mas quando ia comer... tocou a campainha.
Era o Bode Serafim que olhou o sanduíche e exclamou: vixe! falta aí capim!
Aí chegou gato Kim, cumprimentou a galinha, e vendo o sanduíche, palpitou: falta a sardinha;
João o cão, também veio com jeito de bom moço. E educado sugeriu: coloquem um bom osso.
Sempre zumbindo e agitada, chegou a abelha Isabel. Olhou o esquisito recheio: melhora se puser mel;
Da janela, ouvindo o papo, muito metido a bacana, falou, convencido, o macaco: Claro que falta banana.
Banana? Sardinha? Mel? Era o rato Aleixo: Milho? Osso? Capim? Argh!!! Vocês esqueceram o queijo;
A brincadeira acabou quando a raposa Celinha olhou bem pra Maricota e falou: falta galinha.
Maricota ficou brava: Fora daqui, minha gente! -Jogou fora o sanduíche e começou novamente.Pão, milho, quirera e ovo. Como era para ter sido. Quem quiser que faça o seu com o recheio preferido.
Acróstico
O acróstico é uma forma poética de redigir com carinho Saber para quem escreve, para que se escreve, como escrever,
porque escrever e de que maneira escrever? Encantar-se com palavras, expressões, nomes que nos são especiais... Garantir-se no poder viajar em pensamentos, imaginação e sentimento Reportar-se num jeito de ser especial Entender que somos capazes, importantes e cheios de vida Deixar a mente livre de todo e qualquer impedimento. Olhar dentro da alma, do coração e ouvir palavras de amor. Deter-se a detalhes que nos encaminhem para o melhor Orgulhar-se de ser gente que é gente Amar acima de tudo, sorrir, viver as alegrias e compartilhar Crer em Deus e em um mundo melhor Realizar-se de momentos significativos. Olhar nos olhos do outro e olhar internamente Ser o que é, independente do que os outros desejam ser. Ter a vida nas mãos e desabrochar a cada dia como flor Imaginar-se nas pétalas de uma rosa... Carregar-se de carinho, ternura e inspirações. Ouvir a voz de um amor maior, que "conhece o que é verdade,
é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece”.Pois, sem amor nada seríamos.

14.6.09


Menina bonita do laço de fitas - Ana Maria Machado

Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas pretas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feito fiapos da noite. A pele era escura e Lustosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.
A mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África.
Do lado da casa dela morava um coelho branco, de orelha cor-de –rosa, olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava:
-Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela... Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:
-Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou:
-Ah, deve ser porque cai na tinta preta quando era pequenina...
O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas ai veio à chuva e lavou todo aquele pretume, e ele ficou branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
-Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
-Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.
O coelho sai dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.
Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
-Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
-Ah deve ser porque comi muita jaboticaba quando era pequenina.
O coelho sai dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.
Por isso, daí a alguns dias ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:
-Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e já ia inventando uma história de feijoada, quando a mãe dela, que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:
-Artes de uma avó preta que ela tinha...
Aí o coelho viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, tios, os avós. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda tinha que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito, logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça. Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não pára mais. Tinha coelho bem branco, branco meio cinza, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.
E quando a coelhinha saía, de laço colorido no pescoço, sempre encontrava alguém que perguntava:
-Coelha bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?
E ela respondia:
-Conselhos da mãe da minha madrinha...
Personagens Principais:
1. Narrador,
2. Coelho,
3. Menina Bonita,
4. Mãe da menina,
5. Namorada do coelho (Coelhinha preta)
6. Filhotinhos ( coelhos de todas as cores)
7. Desconhecidos (na rua)


HISTÓRIAS PARA TRABALHAR COM CRIANÇAS

A MARGARIDA FRIORENTA
(Fernanda Lopes de Almeida)
Era uma vez uma margarida em um jardim.Quando ficou de noite a margarida começou a tremer.Ai passou a Borboleta Azul. A borboleta parou de voar.
- Por que você esta tremendo?
- Frio!
- Oh! E horrível ficar com frio! E logo em uma noite tão escura!
A Margarida deu uma espiada na noite.
E se encolheu nas suas folhas.
A Borboleta teve uma idéia:
- Espere um pouco! E voou para o quarto de Ana Maria.
-Psiu, acorde!
- Ah? E você, Borboleta? Como vai?
- Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.
- O que e que ela tem?
- Frio coitada!
- Então já sei o remédio. É trazer a Margarida para o meu quarto.
- Vou trazer já.
A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:
- Você leva esse vaso para o quarto da Ana Maria?
Moleque era muito inteligente e levou o vaso muito bem.
Ana Maria abriu a porta para eles. E deu um biscoito para Moleque.
A Margarida ficou na mesa de cabeceira.Ana Maria se deitou.
Mas ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando. A Margarida estava tremendo!
- Que e isso?
- Frio!
- Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho para você.
Ana Maria tirou o casaquinho da boneca. Porque a boneca não estava com frio nenhum.E vestiu o casaquinho na Margarida.
- Agora, você esta bem. Durma e sonhe com os anjos.
Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. A Margarida continuou a tremer.
Ana Maria acordou com o barulhinho.
- Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa para você!
E Ana Maria arranjou uma casa para Margarida.Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.
Era a Margarida tremendo.Então Ana Maria descobriu tudo.
Foi lá e deu um beijo na MargaridaA Margarida parou de tremer.
E dormiram muito bem a noite toda.No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:
-Sabe Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!
E a Borboleta respondeu:
- Ah! Entendi!
Ao final da história, cantamos a música:


Um Amor de Confusão(Dulce Rangel)

Dona Galinha um ovo botou. Mas, quando foi passear, outros dois ovos no caminho ela encontrou.Um ovo mais dois ovos com três ovos ela ficou. Dona Galinha os três ovos em seu ninho colocou. Mas, quando foi passear, outros dois ovos no caminho ela encontrou.Três ovos mais dois ovos com cinco ovos ficou. Dona Galinha os cinco ovos em seu ninho colocou. Mas, quando foi passear, mais três ovinhos no caminho ela encontrou.Cinco ovos mais três ovos com oito ovos ela ficou. Dona Galinha os oito ovos em seu ninho arrumou. Mas, quando foi passear, mais um ovo ela achou.Oito ovos mais um ovo com nove ovos ela ficou. Dona Galinha os nove ovos em seu ninho ajeitou. Mas quando foi passear um ovo enorme ela encontrou. Nove ovos mais um ovo com dez ovos ela acabou. E, com paciência e carinho os dez ovos ela chocou.Mas, que surpresa não foi o dia em que os ovos se abriram. Vocês nem podem imaginar os bichos que da casca saíram.Nasceu ganso, pato, marreco e tartaruga. Apareceu codorna, pintinho e até um jacaré.Agora eu só quero ver a confusão que vai ser na hora que essa turma sair pra comer. Có!???

A Formiguinha e a Neve - TEATRO

Narrador – Certa manhã de inverno uma formiguinha saiu para seu trabalho diário. Já ia muito longe a procura de alimento, quando de repente um floco de neve caiu e prendeu seu pezinho. Aflita vendo que não podia se livrar da neve, e iria assim morrer de fome e frio, voltou-se para o sol e disse:

Formiga – Hó sol, tu que és tão forte, derrete a neve que prendeu o meu pezinho.

Narrador – E o sol indiferente nas alturas falou:

Sol - Mais forte do que eu é o muro que me tapa.

Narrador - Olhando então para o muro a formiguinha pediu:

Formiga - Hó muro tu que és tão forte que tapas o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?

Narrador - E o muro que nada vê e muito pouco fala, respondeu apenas:

Muro - Mais forte do que eu é o rato que me rói.

Narrador - Voltando-se então para o ratinho que passava apressado, a formiguinha suplicou:

Formiga - Hó rato, tu que és tão forte, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?

Narrador - Mas o rato que também ia fugindo do frio gritou de longe:

Rato - Mais forte do que eu é o gato que me come!

Narrador - Já cansada a formiguinha pediu ao gato:

Formiga - Hó gato, tu que és tão forte, que comes o rato, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?

Narrador - E o gato sempre preguiçoso disse bocejando:

Gato - Mais forte do que eu é cão que me persegue...

Narrador - Aflita e chorosa a pobre formiguinha pediu ao cão:
Formiga - Hó cão tu que és tão forte que persegues o gato come o rato, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?
Narrador - E o cão que corria atrás de uma raposa, respondeu sem parar:

Cão - Mais forte do que eu é o homem que me bate.

Narrador - Já quase sem força, sentindo o coração gelado de frio a formiguinha implorou ao homem:

Formiga - Hó homem, tu que és tão forte que bate no cão que persegue o gato que come o rato que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?

Narrador - E o homem sempre preocupado com o seu trabalho respondeu apenas:

Homem - Mais forte do que eu é a morte que me mata.

Narrador - Trêmula de medo, olhando para a morte que se aproximava a pobre formiguinha suplicou:

Formiga - Hó morte, tu que és tão forte que mata o homem que bate no cão que persegue o gato que come o rato, que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?

Narrador - E a morte que nada fala impassível respondeu...

Morte: - ................

Narrador - Quase morrendo, então a formiguinha rezou baixinho...

Formiga - Meu Deus, o senhor, que é tão forte, que governas a morte que mata o homem que bate no cão que persegue o gato que come o rato que rói o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende o meu pezinho?

Narrador - E então, Deus que ouve todas as preces sorriu, estendeu a mão por cima das montanhas, e ordenou que viesse a primavera.
No mesmo instante no seu carro de ouro a primavera desceu por sobre a terra,
enchendo de flores os campos, enchendo de luz os caminhos.
E vendo a formiguinha quase morta gelada pelo frio, tomou-a carinhosamente entre as mãos e levou-a para seu reino encantado, onde não há inverno, onde o sol brilha sempre e onde os campos estão sempre cobertos de flores.

Sol - Mais forte do que eu é o muro que me tapa.
Muro - Mais forte do que eu é o rato que me rói.
Rato - Mais forte do que eu é o gato que me come!
Gato - Mais forte do que eu é cão que me persegue...
Cão - Mais forte do que eu é o homem que me bate.
Homem - Mais forte do que eu é a morte que me mata.

1 Narrador:
2 Formiga:
3 Sol:
4 Muro:
5 Rato:
6 Gato:
7 Gata:
8 Cão:
9 Cão:
10 Homem:
11 Morte:
12 Primavera:
13 Flor:
14 Flor:
15 Flor:
16 Flor:
17 Borboleta:18 Abelha:



NÉIA E SEUS SAPATINHOS
Néia é um bichinho com quase cem pezinhos. É uma centopéia que gosta de viver entre as pedras de um jardim muito grande.Néia vive feliz caçando os insetos que aparecem.Quando alguém a assusta, enrola-se todinha e fica horas e horas quieta até o perigo passar.Certa vez, todos os bichinhos que moram no jardim resolveram dar uma festa.Estava chegando a primavera e eles queriam escolher a “Rainha da Primavera”.Não precisava ser o bichinho mais bonito, mas sim o que se apresentasse de forma diferente, e elegante. E teria de ser surpresa!E convidaram Néia para ser uma das candidatas.
A partir daquele dia, foi um alvoroço no jardim.De noite, enquanto todos dormiam, os animaizinhos trocavam idéias, planejavam as atividades e faziam os preparativos.Mas todos guardavam algum segredo, que seria a surpresa do dia.Néia pensou na roupa e nos sapatos com que se apresentaria.E a dificuldade que teria, com cem pés, para conseguir cem sapatinhos iguais.Será que conseguiria?
Todas as amigas de Néia ofereceram-se para colaborar. Trabalharam bem depressa. Uma semana depois, Néia tinha um sapatinho de crochê com cordão de amarrar para cada pé! E com saltinho de moça!
No dia da festa, enquanto todos os bichinhos ainda dormiam, Néia já começava a preparar-se. Imaginem que teria que calçar e amarrar quase cem sapatinhos! E agora não podia mais pedir ajuda às amigas porque tinha o compromisso de fazer surpresa.Néia começou a calçar-se: o primeiro pé, o segundo pé... e assim foi continuando.O tempo passou ligeiro. A festa já tinha começado e Néia continuava pacientemente calçando seus sapatinhos.O desfile das candidatas também já estava começando...e Néia ainda faltava calçar os últimos sapatos... Néia não desanimou porque era muito paciente!A última a desfilar foi Néia, que aparece mais bonita do que nunca!– Oh! Como está diferente e elegante! – falaram todos quase ao mesmo tempo.– Calçar quase cem sapatinhos? Que paciência para amarrar todos eles! – falaram eles.No final do desfile foi anunciado o nome da vencedora.Imaginem quem foi?Isto mesmo! Néia! Ela ganhou uma cesta de flores com um cartão: “Parabéns à Rainha da Primavera” e uma caixa com cem bombons, que Néia dividiu com as amigas que a ajudaram a fazer os seus sapatinhos.





A Descoberta da Joaninha - Bellah Leite Cordeiro
Temas: Amizade, caridade, amor ao próximo, bondade, fraternidade, solidariedade...

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa.
Vai ser uma delícia!
Todos os bichinhos foram convidados...
Dona Joaninha quer ir muito bonita!
Porque, assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!
E ela poderá se divertir a valer!...
Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos braços e ainda levou um leque para se abanar.
No caminho encontrou Dona formiga, na porta do formigueiro, e disse:
- Bom dia, Dona Formiga!
Não vai à festa da lagartixa?
- Não posso, minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
- Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer?
- Mas que legal, Dona Joaninha!
Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
E lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
Dali a pouco encontraram Dona Aranha, na sua teia, fazendo renda.
Ao ver as duas, a aranha falou:
- Oi! Onde vão vocês duas tão bonitas?
- À festa da lagartixa! Você não vai?
_ Sinto muito! Não posso...tive muitas despesas e sem dinheiro não pude me preparar para a festa!
Não seja por isso! disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras...Vão ficar lindíssimas em você!
- Que maravilha! disse a aranha entusiasmada.
- Sempre tive vontade de usar pulseiras nos braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
E dona Aranha, muito beliz, acompanhou as amigas.
Logo adiante encontraram a taturana. Como sempre, morrendo de calor!
- Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor!...Sabe que nem tenho coragem de ir à festa da lagartixa?
- Ora! Mas para isso dá-se um jeito! disse a Joaninha muito amável. - Poderei emprestar o meu leque.
E lá se foi também a taturana, felicíssima, abanando-se com o leque e encantada com a gentileza da amiga.
Mas, logo depois, deram de cara com a minhoca, que tinha posto a cabeça para fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca não vai à festa? disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não tenho tempo para comprar as coisas de que preciso... E, agora, estou sem ter uma roupa boa para vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se vai fazer...
- Ora, Dona Minhoca - disse a joaninha com pena dela. - Dá-se um jeito...Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
A minhoca ficou contentíssima! E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita.
Mas, a alegria do seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém na festa dançou e se divertiu mais do que ela!
Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir, não é preciso se enfeitar toda.
Basta ter o coração bem alegre, que essa alegria de dentro deixa a gente bonita por fora! E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!

Toledo-Espanha



















Voledan-Holanda



7.6.09

Quebec Canadá


Rio São Lourenço - Mil ilhas

Mil Ilhas





Rio São Lourenço - Mil ilhas






Este predio hoje um hotel que pode ser visitado, parece flutuar no ar.



O mesmo predio por outro angulo


Com neve para ficar mais charmoso ainda.




Parlamento




Otawa capaital do canadá

Parlamento
Troca da guarda no parlamento

Parlamento Otawa

Canadá encantador

Artigos de Natal
Almoço no Skilon em Naiagra restaurante giratório
No alto de torre CN touer
Tentativa de suicidio nas cataratas de Naiagra é folclorico

Castelo Otawa Parlamento
Banco Montreal
Praça Joana D"arc Montreal
Passeio de charrete

Castelo de Otawa

Passeio nas cataratas
Universidade de Montreal

Eu sou Lúcia Martinelli

Minha foto

Eu sou Lúcia Martinelli, nasci em 28.06. Sou filha de Cândido Martinelli e Maria Grando, estudei em Passo Fundo RS, nas escolas Alfredo Pujol, Notre Dame, Joaquim Fagundes dos Reis e Cursei o 2º grau no Colégio Bom Conselho e o ensino superior na Universidade de Passo Fundo e fiz Pós –Graduação em Alfabetização Construtivista na UPF com o GEEMPA e conclui 1989. Hoje moro em Balneário Camboriú e estou fazendo todas as leituras que gostaria de ter feito e não tinha tempo para faze-las. Estou amando!

 

Trabalhei na Faculdade de Odontologia da UPF e fui secretária e auxiliar odontológico.

Exerci a função do magistério na rede particular de ensino, no Colégio Notre Dame por onde me aposentei e na rede municipal nas escolas Vidal Colussi, Fundação Educacional do Menor, UPF em Assessoramento Construtivista, Notre Dame Municipal e Antonino Xavier, onde me aposentei. Aleluia!!!

Trabalhei em turmas pela ordem dos acontecimentos: multiseriada (de pré a 4ª série) todos na mesma sala, Jardim, Pré, 1ª série, 2ª série, 2º ano, 3ª série, 4ª série, 5ª série e 1º ano do 2º grau.

Sou professora por opção porque adoro o ato de ensinar e aprender, o convivio com as crianças sentir a mundança e o crescimento acontecendo no dia a dia, ser o elo mediador entre aluno e conhecimento desafiando e apoiando para que o processo de aprendizagem aconteça o mais rápido possível. A experiência da alfabetização é algo indiscritível, só experimentando para saber a delicia da magia que é “o ver acontecer”.

 

A educação é um processo contínuo que toma o homem sobre sua responsabilidade desde a infância até a morte.

PROFESSORA LUCIA MARTINELLI

PROFESSORA LUCIA MARTINELLI
ATIVIDADES E PROJETOS